Reprodução sexuada

28-03-2010 23:34

A reprodução sexuada é o processo quase geral de reprodução dos seres eucariontes, podendo existir simulaneamente, no mesmo organismo, com processos de reprodução assexuada.

A reprodução sexuada destaca-se por cada descendente apresentar diferenças entre si, sendo o resultado de conjugação de material genético sempre diferente contido nos gâmetas.

Reprodução sexuada --> variabilidade genética --> diversidade biológica.

Reprodução assexuada --> natureza conservativa --> uniformidade dos indivíduos das populações.

Meiose e fecundação

Na fecundação ocorre a fusão dos citoplasmas dos gâmetas, seguidamente da união dos respectivos núcleos, resultando uma célula singular - ovo ou zigoto -, cujo núcleo contém o dobro dos cromossomas idênticos, Os cromossomas homólogos. Cada um dos cromossomas de cada par tem origem em gâmetas diferentes - designados masculino e feminino.

Após a fecundação, o ovo sofre divisões mitóticas consecutivas que levam à formação de um novo ser, constituído por células com núcleos iguais ao do ovo que as originou - diplóides (2n cromossomas). Os gâmetas que possuem metade dos cromossomas destas células (possuem apenas um cromossoma de cada par) e designam-se por haplóides (n cromossomas). Ao número de cromossomas e a estrutura  existente nas células diplóides dos organismos de cada espécie dá-se o nome de cariótipo.

A formação de gâmetas, deixa, em cada geração, compensar a duplicação cromossómica ocorrida na fecundação, mantendo o cariótipo da espécie, implicando assim, um processo de divisão nuclçear especial - a meiose - durante o qual uma célula diplóide se divide em quatro células que possuem apenas metade dos cromossomas da célula que lhes deu origem. A meiose, assim como a mitose, corresponde à divisão do núcleo, à qual se segue a divisão do citoplasma.

Na meiose, um núcleo diplóide (2n), com os cromossomas duplicados, como resultado da fase S, sofre duas divisões consecutivas, originando quatro núcleos haplóides (n). A primeira divisão (divisão I) apresenta um carácter reducional, uma vez que aí ocorre a passagem para a metade do número de cromossomas, ainda constituídos por dois cromatídios, com a formação de dois núcleos haplóides (n). Na segunda divisão (divisão II) dá-se a separação dos cromatídios, verificando-se assim, a distribuição equitativa do DNA pelos quatro núcleos haplóides (n) - divisão equacional.

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